em breve O DUELO !
em breve
O DUELO
de Tchekov
direção Georgette Fadel
mundana companhia
link para Pais e Filhos
http://paisefilhosteatro.com/
conheça o processo de montagem
quinta-feira, 28 de junho de 2012
matéria de Silvana Mascagna sobre as apresentações de O IDIOTA no FIT-BH
Uma viagem inesquecível
A sensação de ter visto uma obra de arte. Foi isso que senti ao término de "O Idiota - Novela Teatral", uma das atrações da recém-terminada edição do Festival Internacional de Teatro (FIT).
"O Idiota", da mundana companhia, é menos um espetáculo de artes cênicas e mais uma experiência, uma viagem que se faz com aqueles atores, a bordo da direção inventiva de Cibele Forjaz, tendo como guia uma dramaturgia, que, brilhantemente, transformou os 50 capítulos do livro de Dostoiévski em 12 cenas estonteantes.
A "viagem" é longa: sete horas e 15 minutos de duração. Mas o trajeto e as companhias não poderiam ser melhores. E o destino, bem o destino é a tal obra de arte de que falei no início. Te parece loucura, leitor? Pois te digo que não é.
Quem ama teatro sempre está disposto - ou pelo menos deveria - a se entregar a uma proposta inovadora. E, claro, que causa estranheza imaginar que se vai ver uma peça que dura mais do que uma ida de Belo Horizonte ao Rio de Janeiro.
Mas, como disse o ator principal de "O Idiota", Aury Porto, na coletiva de imprensa: "E as oito horas que as pessoas passam em seus trabalhos infelizes cinco dias por semana durante 30 anos? E o tempo que tomam para fazer coisas desagradáveis?".
É isso. Causa mais estranheza passar sete horas vendo uma peça do que na fila para comprar ingresso para o show de um ídolo, por exemplo.
Para todas as pessoas com quem falei que iria ver um espetáculo de sete horas, todas - da minha faxineira a colegas de trabalho -, me taxaram de louca. Todas, exceto João Mascagna, que soltou um "que legal", quando contei sobre a minha empreitada.
Pois, foi mais que legal. Foi uma experiência para se levar para a vida toda, dessas que nos deixam bem por dias, que vão ficar trechos na memória para sempre. Por que é desse material, que nunca acaba, que é feito uma obra de arte.
Como esquecer a abertura de "O Idiota", em que os atores se tornam personagens aos nossos olhos, e, dependendo da onde você estiver sentado, tem os detalhes de um, mas não o de todos? Como tirar da memória o olhar de um deles que fixa no seu, como a dizer: "você faz parte disso"?. Como não ficar para sempre com a interpretação pungente de cada um dos nove atores, que nos fazem acreditar que estamos mesmo numa viagem de trem de São Petersburgo para Varsóvia, ao mesmo tempo que nos lembram que estamos no dia 20 de julho de 2012? Como tirar da retina a partida de uma das personagens, que, ao abrir a porta do local da apresentação, nos faz ver uma praça, a praça Ruy Barbosa? Como não lembrar para sempre do elenco, extasiado, mas feliz, ao final do espetáculo, nos dando a certeza de que a viagem valeu muitíssimo a pena?
Valeu a pena porque ali estavam pessoas que reconheciam um nos outros o amor pelo teatro. Os atores por se entregarem a uma performance que exige muito, sim, do seu talento, mas não menos do que seu esforço físico e mental. E os espectadores por acreditarem naquela proposta e aceitarem seguir viagem.
"O Idiota" já faz parte da minha lista de melhores de todos os tempos. Depois dele, não tinha mais vontade de ver nada. A sensação era que tudo seria menor, como foi... Até mesmo o ótimo "Estamira". É isso o que difere uma obra de arte de um bom espetáculo.
E o FIT, mais uma vez, me proporcionou ver algo que não veria se não fosse por ele. Foi assim com "Aux Pieds de La Letre", com a Companhia Dos a Deux, com "A Vida É Cheia de Som e Fúria", da Sutil Companhia, com "O Banquete", do Oficina, com "O Escravo", do Farm in The Cave...
SILVANA MASCAGNA escreve no Magazine às quartas-feiras. mascagna@otempo.com.br
site O TEMPO
quinta-feira, 14 de junho de 2012
FIT 2012 recebe O IDIOTA
Com 18 anos de trajetória o Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte, realizado pela Prefeitura, através da Fundação Municipal de Cultura, é considerado o maior e mais consolidado evento do calendário cultural da capital mineira. Ao longo de sua história, passaram por Belo Horizonte grupos artísticos de 38 diferentes países, sempre mantendo a tradição do Festival de reforçar e destacar, em sua grade de programação, o teatro de rua.
A 11ª edição do FIT-BH, que será realizada entre os dias 09 e 24 de junho, propõe como tema uma reflexão sobre as fronteiras no teatro contemporâneo, sustentado em três bases conceituais: o intercâmbio do teatro com outras linguagens artísticas, o teatro em diálogo com o espaço urbano e a descentralização da produção teatral. Em 16 dias de programação o FIT-BH apresenta 19 espetáculos internacionais, 12 nacionais e 10 locais, com 157 apresentações em aproximadamente 60 diferentes espaços, contemplando as nove regionais da cidade.
Além dos espetáculos teatrais o festival promove Atividades Especiais com ênfase em pesquisa, formação e compartilhamento e uma programação paralela que inclui shows musicais e performances no Ponto de Encontro. A novidade desta edição é O Cine-FIT, uma mostra com filmes que dialogam, de alguma forma, com o universo das artes cênicas, alguns deles inéditos em Belo Horizonte. Relacionando o teatro com as demais linguagens artísticas e com as inúmeras possibilidades de apropriação coletiva do espaço público, o FIT-BH cumpre o seu papel de aliar qualidade e diversidade de programação e se consolida como um dos maiores festivais de teatro do país e um dos cinco principais da América Latina.
FIT-BH 2012 de 9 a 24 de junho from FIT-BH on Vimeo.
Grupo: mundana companhia de teatro Gênero: tragédia Direção: Cibele Forjaz Elenco: Aury Porto, Beatriz Morelli, Fredy Allan, Luah Guimarãez, Luís Mármora, Otávio Ortega, Sergio Siviero, Silvio Restiffe, Sylvia Prado e Vanderlei Bernardino Texto: Fiódor Dostoievski Duração: 6 horas e meia com dois intervalos (primeiro intervalo de 30 minutos e o segundo de 15 minutos) / classificação indicativa: 14 anos Link para o FIT dias de apresentação de O IDIOTA http://www.fitbh.com.br/2012/espetaculos-detalhe.php?id=62&tipo=ES#.T9oa5hykbi4domingo, 15 de abril de 2012
na GAZETA RUSSA
“O Idiota”, um mergulho em Dostoiévski
23/03/2012
Sérgio Maduro, especial para Gazeta Russa
Música ao vivo, marchinhas de carnaval, candomblé, pausas em que os atores saem dos personagens e “revelam” a encenação e uma festa em que o público participa e bebe champanhe compõem a dramaturgia que costura a cultura russa à brasileira na montagem de “O Idiota – Uma Novela Teatral”
Aury PortoU e Sergio Siviero Foto: Caca Bernardes
Jorge Luis Borges achava que ler Dostoiévski (1821-1881) era “penetrar em uma grande cidade que desconhecemos”. Já para a peça “O Idiota – Uma Novela Teatral”, adaptação do escritor russo, penetramos num casarão mais que centenário da rua Três Rios, região central da cidade de São Paulo.
No edifício, localizado no Bom Retiro, funcionou uma antiga escola de farmácia. No final do século 19, o bairro era ocupado por antigas chácaras de veraneio de famílias abastadas – equivalentes às “datchas” russas.
Inaugurado em 1905, o prédio hoje abriga um centro cultural que celebra seus 25 anos com a encenação de Dostoiévski pela “mundana companhia”, cujo coletivo de atores prefere ser grafado com letras minúsculas.
A montagem já foi apresentada no Festival de Artes Europalia, em Bruxelas, ganhou o prêmio especial da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e teve indicação para vários outros: prêmio Bravo, Cooperativa Paulista de Teatro (melhor elenco e espaço não convencional), Shell (cenário, figurino, iluminação e direção) e Questão de Crítica (iluminação, figurino, direção, ator, atriz, adaptação e elenco).
A diretora Cibele Forjaz não abre mão de montagens sensoriais e do encontro vivo com o público. No casarão, monta um espetáculo de seis horas e meia (com dois intervalos) e opta pela “ocupação do espaço”.
A plateia se desloca por um saguão com teto de vidro, por um pátio interno sob uma frondosa árvore e ao largo de uma cozinha industrial. É uma experiência, um rito teatral. A trama sintetiza os 50 capítulos da obra original, publicada em folhetins, entre os anos de 1868 e 1869.
Hoje, as mais de seis horas de espetáculo são encenadas num único dia. Porém, em outras oportunidades (as primeiras apresentações foram feitas em 2010), eram divididas em três dias, ao estilo dos capítulos de novelas televisiva, reproduzindo um traço marcante de nossa cultura. Em cena, retrata-se a história do príncipe Míchkin, um virgem piedoso que volta a São Petersburgo depois de se tratar de epilepsia na Suíça. No regresso, encontra uma sociedade corrompida e interesseira, com a qual se relaciona ingênua e compassivamente – daí porque o chamam de “idiota”.
Sylvia Prado, Silvio Restife, Fredy Allan, Luis Marmora, Aury Porto e Luah Guimaraez Foto: Caca Bernardes
O crítico Otto Maria Carpeaux resumiu o personagem principal como um “Quixote do cristianismo”. Ele notou que, assim como na Rússia, Dostoiévski faz conviver nos seus romances personagens celestiais e infernais, qual vozes de uma grande família dividida por ódios fratricidas. É esse carnaval de vozes que se mostra na peça. A mistura radical mescla os atores com a plateia, que tem acesso ao drama real dos personagens e aos seus delírios.
Música ao vivo, marchinhas de carnaval, candomblé, pausas em que os atores saem dos personagens e “revelam” a encenação e uma festa em que o público participa e bebe champanhe compõem a dramaturgia que costura a cultura russa à brasileira.O elenco é composto por dez atores (Aury Porto, no papel do ético e piedoso príncipe Míchkin, Luah Guimarãez, interpretando Nastássia Filípovna, além de Beatriz Morelli, Fredy Allan, Luís Mármora, Otávio Ortega, Sergio Siviero, Silvio Restiffe, Sylvia Prado e Vanderlei Bernardino), e uma equipe de apoio que totaliza quase 30 pessoas na montagem do espetáculo.
A adaptação do livro para o teatro foi feita por Aury Porto. “Ainda adolescente, o Aury se encantou com o romance. Mas, hoje, achamos importante trazer o discurso do amor feito por um homem bom que as pessoas achavam ridículo”, disse à Gazeta Russa a atriz Luah Guimarãez. Aury Porto elogia os efeitos visuais da encenação de Cibele Forjaz, mas também sublinha que a montagem foi idealizada pelos membros da "mundana companhia", grupo criado com a proposta de promover a retomada da participação mais ativa dos atores nas produções.
“Não abrimos mão dos encenadores de força, mas queremos um teatro rico em criatividade”, afirma Porto, explicando que a companhia não tem um diretor fixo e prefere escolher a equipe conforme o espetáculo e as afinidades. Em fins de abril, por exemplo, o diretor russo Adolf Shapiro estará novamente no Brasil para trabalhar na montagem de “Pais e Filhos”, de Ivan Turguêniev, com a “mundana companhia”.
Sua parceria com a trupe data de 2010, no centenário da morte de Anton Tchekhov, quando dirigiu a peça “Tchekhov 4 - Uma Experiência Cênica”. A encenação de temas russos, cada vez mais frequente em nossos palcos, conta, só no mês de março, em São Paulo, também com uma adaptação do poeta surrealista Daniil Kharms (“Ridículos, Ainda e Sempre”, do grupo Parlapatões) e com a história de Ivan Mishukov (“Ivan e os Cachorros”), o menino que, dos quatro aos seis anos, viveu nas ruas de Moscou na companhia de cães.
“O Idiota – Uma Novela Teatral” será encenada em eventos por todo o país. Inicialmente, no Festival de Teatro de Curitiba, entre os dias 28 de março e 2 de abril, sempre às 19:30, no Cietep Horácio Coimbra. Depois, a montagem será levada ao Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte, nos dias 19, 20, 22, 23 e 24 de junho. E entre um festival e outro, ficará em cartaz em outras cidades brasileiras.
conheçam a GAZETA RUSSA
http://gazetarussa.com.br/articles/2012/03/23/o_idiota_um_mergulho_em_dostoievski_14340.html
23/03/2012
Sérgio Maduro, especial para Gazeta Russa
Música ao vivo, marchinhas de carnaval, candomblé, pausas em que os atores saem dos personagens e “revelam” a encenação e uma festa em que o público participa e bebe champanhe compõem a dramaturgia que costura a cultura russa à brasileira na montagem de “O Idiota – Uma Novela Teatral”
Aury PortoU e Sergio Siviero Foto: Caca Bernardes
Jorge Luis Borges achava que ler Dostoiévski (1821-1881) era “penetrar em uma grande cidade que desconhecemos”. Já para a peça “O Idiota – Uma Novela Teatral”, adaptação do escritor russo, penetramos num casarão mais que centenário da rua Três Rios, região central da cidade de São Paulo.
No edifício, localizado no Bom Retiro, funcionou uma antiga escola de farmácia. No final do século 19, o bairro era ocupado por antigas chácaras de veraneio de famílias abastadas – equivalentes às “datchas” russas.
Inaugurado em 1905, o prédio hoje abriga um centro cultural que celebra seus 25 anos com a encenação de Dostoiévski pela “mundana companhia”, cujo coletivo de atores prefere ser grafado com letras minúsculas.
A montagem já foi apresentada no Festival de Artes Europalia, em Bruxelas, ganhou o prêmio especial da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e teve indicação para vários outros: prêmio Bravo, Cooperativa Paulista de Teatro (melhor elenco e espaço não convencional), Shell (cenário, figurino, iluminação e direção) e Questão de Crítica (iluminação, figurino, direção, ator, atriz, adaptação e elenco).
A diretora Cibele Forjaz não abre mão de montagens sensoriais e do encontro vivo com o público. No casarão, monta um espetáculo de seis horas e meia (com dois intervalos) e opta pela “ocupação do espaço”.
A plateia se desloca por um saguão com teto de vidro, por um pátio interno sob uma frondosa árvore e ao largo de uma cozinha industrial. É uma experiência, um rito teatral. A trama sintetiza os 50 capítulos da obra original, publicada em folhetins, entre os anos de 1868 e 1869.
Hoje, as mais de seis horas de espetáculo são encenadas num único dia. Porém, em outras oportunidades (as primeiras apresentações foram feitas em 2010), eram divididas em três dias, ao estilo dos capítulos de novelas televisiva, reproduzindo um traço marcante de nossa cultura. Em cena, retrata-se a história do príncipe Míchkin, um virgem piedoso que volta a São Petersburgo depois de se tratar de epilepsia na Suíça. No regresso, encontra uma sociedade corrompida e interesseira, com a qual se relaciona ingênua e compassivamente – daí porque o chamam de “idiota”.
Sylvia Prado, Silvio Restife, Fredy Allan, Luis Marmora, Aury Porto e Luah Guimaraez Foto: Caca Bernardes
O crítico Otto Maria Carpeaux resumiu o personagem principal como um “Quixote do cristianismo”. Ele notou que, assim como na Rússia, Dostoiévski faz conviver nos seus romances personagens celestiais e infernais, qual vozes de uma grande família dividida por ódios fratricidas. É esse carnaval de vozes que se mostra na peça. A mistura radical mescla os atores com a plateia, que tem acesso ao drama real dos personagens e aos seus delírios.
Música ao vivo, marchinhas de carnaval, candomblé, pausas em que os atores saem dos personagens e “revelam” a encenação e uma festa em que o público participa e bebe champanhe compõem a dramaturgia que costura a cultura russa à brasileira.O elenco é composto por dez atores (Aury Porto, no papel do ético e piedoso príncipe Míchkin, Luah Guimarãez, interpretando Nastássia Filípovna, além de Beatriz Morelli, Fredy Allan, Luís Mármora, Otávio Ortega, Sergio Siviero, Silvio Restiffe, Sylvia Prado e Vanderlei Bernardino), e uma equipe de apoio que totaliza quase 30 pessoas na montagem do espetáculo.
A adaptação do livro para o teatro foi feita por Aury Porto. “Ainda adolescente, o Aury se encantou com o romance. Mas, hoje, achamos importante trazer o discurso do amor feito por um homem bom que as pessoas achavam ridículo”, disse à Gazeta Russa a atriz Luah Guimarãez. Aury Porto elogia os efeitos visuais da encenação de Cibele Forjaz, mas também sublinha que a montagem foi idealizada pelos membros da "mundana companhia", grupo criado com a proposta de promover a retomada da participação mais ativa dos atores nas produções.
“Não abrimos mão dos encenadores de força, mas queremos um teatro rico em criatividade”, afirma Porto, explicando que a companhia não tem um diretor fixo e prefere escolher a equipe conforme o espetáculo e as afinidades. Em fins de abril, por exemplo, o diretor russo Adolf Shapiro estará novamente no Brasil para trabalhar na montagem de “Pais e Filhos”, de Ivan Turguêniev, com a “mundana companhia”.
Sua parceria com a trupe data de 2010, no centenário da morte de Anton Tchekhov, quando dirigiu a peça “Tchekhov 4 - Uma Experiência Cênica”. A encenação de temas russos, cada vez mais frequente em nossos palcos, conta, só no mês de março, em São Paulo, também com uma adaptação do poeta surrealista Daniil Kharms (“Ridículos, Ainda e Sempre”, do grupo Parlapatões) e com a história de Ivan Mishukov (“Ivan e os Cachorros”), o menino que, dos quatro aos seis anos, viveu nas ruas de Moscou na companhia de cães.
“O Idiota – Uma Novela Teatral” será encenada em eventos por todo o país. Inicialmente, no Festival de Teatro de Curitiba, entre os dias 28 de março e 2 de abril, sempre às 19:30, no Cietep Horácio Coimbra. Depois, a montagem será levada ao Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte, nos dias 19, 20, 22, 23 e 24 de junho. E entre um festival e outro, ficará em cartaz em outras cidades brasileiras.
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